quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O que a Igreja diz sobre: Feminismo


“Retomando as palavras da mensagem conclusiva do Concílio Vaticano II, também eu dirijo às mulheres este premente convite: «Reconciliai os homens com a vida». Vós sois chamadas a testemunhar o sentido do amor autêntico, daquele dom de si e acolhimento do outro, que se realizam de modo específico na relação conjugal, mas devem ser também a alma de qualquer outra relação interpessoal. A experiência da maternidade proporciona-vos uma viva sensibilidade pela outra pessoa e confere-vos, ao mesmo tempo, uma missão particular: «A maternidade comporta uma comunhão especial com o mistério da vida, que amadurece no seio da mulher. (...) Este modo único de contacto com o novo homem que se está formando, cria, por sua vez, uma atitude tal para com o homem — não só para com o próprio filho, mas para com o homem em geral — que caracteriza profundamente toda a personalidade da mulher».”
(Evangelium Vitae §99, São João Paulo II)

O movimento feminista moderno é o pior inimigo das mulheres. Esse movimento tem como objetivo destruir a feminilidade e transformar a mulher num macho mal-acabado. O grande objetivo do movimento feminista atualmente é desfigurar por completo a essência feminina nas mulheres. E o sucesso delas pode-se ver nas jovens moças de hoje, que praticamente vivem como homens. Muitas delas deixam até mesmo de ter filhos em nome de uma pretensa “liberação feminina”.

O feminismo consiste num discurso falacioso de que as mulheres são tratadas de modo inferior pela sociedade e que por isso devem se levantar e subjugar os homens e o “patriarcado”, como costumam dizer. É claro que o objetivo delas não é igualdade de oportunidades de trabalho, nem mesmo igualdade salarial. O único objetivo das feministas é desestabilizar a instituição familiar, usando para isso pretextos de luta pela igualdade.

O erro das feministas é muito simples: homens e mulheres não são iguais. Não é possível tratar como iguais duas coisas diferentes. A única forma de igualdade admissível aqui é a igualdade perante a Lei. De resto, não é nem mesmo possível essa igualdade. Isso quer dizer que o feminismo luta por uma impossibilidade? Sim, o que o feminismo quer é impraticável. Vejam bem, essa diferença entre o homem e a mulher não é uma mera questão social, construída pela cultura ou pela religião, mas uma questão natural. Os homens e as mulheres são diferentes por natureza. Quer um exemplo simples? Os homens são incapazes de gerar filhos. Essa potência é exclusividade das mulheres, no entanto nunca vi nenhum homem lutando pelo “direito” de gerar filhos.

Essas questões naturais é que definem os papéis de cada sexo na organização da sociedade. Os homens, por possuírem capacidades físicas superiores às das mulheres, sempre ficaram incumbidos de proteger a família e de prover os alimentos. As mulheres, por sua condição mais delicada, sempre ficaram cuidando do lar e dos filhos. Durante o período de gestação, as mulheres são ainda mais vulneráveis, e precisam muito da proteção do homem. Dadas todas essas condições, é possível enxergar que é da natureza mesma do homem a monogamia e os papéis sociais de cada sexo. Não se trata de uma imposição do patriarcado, nem de machismo, e sim da natureza das coisas, de como elas realmente são.

Ao contrário do que muitas jovens moças pensam, devido à doutrinação feminista constante, as mulheres sempre foram bem tratadas pelos homens, em todos os momentos da história. A expressão “mulheres e crianças primeiro” não significa nada para as feministas? Por que é que os homens sempre estão dispostos a sacrificar suas próprias vidas em defesa das mulheres e das crianças? Com certeza é porque eles sabem que as suas vidas têm um valor menor que a delas.

É evidente que, aos olhos de Deus, todas as vidas têm valor igual, mas em termos biológicos, para a preservação da espécie, a mulher é sempre mais importante. Isso se dá por um motivo simples: a mulher é o fator limitador da reprodução. Um homem pode fazer tranquilamente o trabalho de cem mulheres no tocante à reprodução da espécie. As mulheres ficam férteis somente um dia no mês e por uma quantidade limitada de anos em sua vida, enquanto o homem está fértil todos os dias desde sua puberdade, até o dia em que morrer. A mulher precisa carregar o filho em seu ventre por nove meses até ele nascer, e ainda precisa guardar um tempo depois do nascimento para ter outro filho, e nesse meio tempo fica quase que totalmente dependente da proteção e provisão do homem. Enquanto isso o homem tem plena capacidade de engravidar outras mulheres, se quiser (é evidente que isso não é correto, mas a possibilidade existe). Como se não bastasse, a mulher só pode gerar um filho de cada vez, salvo o caso de gêmeos que é bastante raro. Se considerarmos todas essas variáveis, a mulher é muito mais importante para a preservação da espécie humana do que o homem, justamente por ela ser o fator limitador da reprodução.

É claro que estamos olhando todas essas questões do ponto de vista natural das coisas, mas a Igreja vai além: ela olha pelo ponto de vista sobrenatural que só ela pode ter. A união matrimonial torna o homem e a mulher uma só carne. Logo, o que o homem faz com sua mulher, é como se fizesse consigo mesmo. Se o marido trai a esposa, ele trai a si mesmo. Se ele machuca a esposa, com palavras ou ações, ele machuca a si mesmo. Dessa forma, o homem deve cuidar de sua mulher assim como cuida de si mesmo.

“E vós, maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Assim também os maridos devem amar suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo, pois ninguém jamais quis mal à sua própria carne, antes alimenta-a e dela cuida, como também faz Cristo com a Igreja.”
(Ef 5, 25.28-29)

Essa passagem retirada da carta de São Paulo aos Efésios mostra de forma bem clara a visão da Igreja com relação às mulheres e os homens dentro do matrimônio. Ao contrário do que dizem as feministas, a mulher não é vista como uma empregada ou uma escrava do marido, mas como sua própria carne. O apóstolo ainda nos ensina que devemos amar nossas esposas da mesma forma que Cristo amou a Igreja. E de que forma Cristo amou a Igreja? Dando a sua própria vida por ela. Dar a vida não é só morrer pela pessoa, mas também – e principalmente – viver pela pessoa. É assim que a Igreja sempre aconselhou que os maridos tratassem suas mulheres, como carne de sua carne, como sangue de seu sangue.


Como exemplo disso nós temos a vida das santas da Igreja. Ao longo de vinte séculos de cristianismo nós temos incontáveis exemplos de mulheres que recebem a glória dos altares por sua vida exemplar de cristãs. Essas mulheres são exemplos de vida cristã para todos nós, e principalmente para as mulheres. As mulheres que realmente fizeram história foram as santas da Igreja que viveram suas vidas como autênticas cristãs, como Santa Teresinha, Santa Joana D’arc, Santa Faustina, Santa Bernadete, Santa Maria Madalena, e acima de todas estas, a Santíssima Virgem Maria. A Igreja Católica, tida por muitos como machista, eleva acima de toda criatura de Deus, acima até mesmo dos anjos, uma mulher. Como poderia a Igreja ser machista e ao mesmo tempo ter uma devoção tão grande por uma mulher?

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